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Eletricidade estática em postos de serviços
Para quem trabalha com postos de combustíveis é relativamente comum falar do perigo da eletricidade estática. Como o assunto pode soar sofisticado demais para o entendimento do cidadão comum, no fim não se entende ou se questiona muito.
(04/01/2010)
Quando o tema é eletricidade ocorre uma associação imediata à eletricidade dinâmica, aquela das tomadas, cabos elétricos, lâmpadas e outros, isto é, trata-se de cargas elétricas em movimento num determinado condutor. Entretanto, existe outro tipo de eletricidade, menos conhecida, mais discreta e bem diferente, a chamada eletricidade estática.
O atrito entre dois corpos causa um “descolamento” dos elétrons em relação aos átomos. Pode haver perda ou ganho de elétrons e o corpo em questão ficar carregado positiva ou negativamente, mas de qualquer maneira fora do seu ponto neutro de equilíbrio. Assim há geração de carga elétrica.
A eletricidade estática acumula-se na superfície desses corpos aguardando uma oportunidade para se manifestar. Ela está presente no dia a dia, principalmente em tempo seco, e pode ser observada quando penteamos o cabelo e os fios se repelem, quando levamos choque ao tocar no carro ou outras superfícies metálicas, quando usamos algum tecido sintético que parece ter algo estranho ou quando em situações de pico de stress nos sentimos carregados.
No caso dos postos de combustíveis a eletricidade estática pode provocar uma pequena faísca que, em área com grande densidade de vapor inflamável, causa fogo ou explosão. Esse tipo de ocorrência é mais comum em países frios e secos e principalmente quando o próprio consumidor faz o abastecimento do seu veículo. A maior parte dos acidentes ocorre com mulheres devido ao costume de entrar e sair do veículo durante o abastecimento. A eletricidade estática é produzida quando o passageiro fricciona sua roupa contra o tecido dos assentos, durante o trajeto para dentro e fora do carro. O procedimento correto é não entrar ou sair do carro durante o abastecimento. Além disso, é necessário manter a porta do carro fechada, tocando em alguma parte metálica do veículo antes de tocar no bico de combustível. Desta maneira a eletricidade estática do corpo se descarregará para o metal do carro e não para o bico de abastecimento.
Além do caso acima, a título de informação, também ocorre formação e acúmulo de cargas elétricas estáticas nos equipamentos e nos líquidos durante a movimentação de combustível. Para evitar acidentes, em toda descarga de produto dos caminhões tanques é feita ligação de cabo antiestático do caminhão em uma caixa de aterramento existente nos postos, na área dos tanques subterrâneos.
Num mundo cercado de tantos perigos visíveis e invisíveis, soma-se o risco da eletricidade estática nos postos de combustíveis. Porém, para nossa sorte, como no Brasil não ocorre o auto-abastecimento e nosso clima não é tão frio e nem tão seco, esta ameaça existe, mas não é tão frequente.
Eng. Silvia Guimarães
silvia.pros@hotmail.com

